quinta-feira, 14 de maio de 2009

P. 57, 58: QUAL É O QUARTO MANDAMENTO e O QUE ELE EXIGE? (RESPOSTA NO BOLETIM ANTERIOR)


O SÁBADO CRISTÃO

O Mandamento inicia com “Lembra-te”. Recordar eventos era algo importante para o povo de Israel. O Povo foi ensinado a não se esquecer as obras de Deus. Por exemplo, Israel não deveria jamais esquecer que foi Deus quem sustentou o povo no deserto por quarenta anos (Dt 8. 1 19); não deveriam esquecer que eles foram escravos na terra do Egito, mas o Senhor os resgatou com braço forte (Ex. 13.3; Dt 5.15); não deveriam esquecer de todos os benefícios que o Senhor fizera a eles (Dt 6.12; Sl 103.2). Mas,o povo de Israel esquecia os benefícios do Senhor quando já estavam fartos ou sem dificuldades (Ex 16.3; Nm 11. 5).

Porém, eles deveriam lembrar-se de “santificar o dia de Descanso”. Talvez você pergunte: “mas o dia já não é santo?”. Sim, claro. O que nos é dito é que não devemos esquecer de que este dia é santo. Daí o fato de nos dizer: lembra-te de separá-lo das atividades cotidianas; lembra-te de separá-lo para o descanso ou para consagrá-lo. A consagração do dia de Descanso é o objetivo deste mandamento. A santificação não seria por nós, mas descansando no Dia do Senhor reconheceríamos que o Dia é Santo por causa do Senhor.

Uma questão: Será o Sábado semanal de que fala o texto? Acredito que não, pois o texto nos fala muito mais do ciclo semanal. Deveríamos consagrar o sétimo dia ou um dia em sete. Assim, o sábado tornava-se este dia de ciclo. “O ciclo de seis dias de trabalho e um dia de culto festivo é permanente e continua sem interrupção” (GRONINGEN). O padrão era a obra criadora de Deus seis dias de trabalho e um de descanso.

Por outro lado, talvez se pergunte, “podia ser qualquer dia?”, eu creio que não, pois o sábado do Senhor implicaria em repouso para o culto coletivo, isto é, de todos. E por que é assim? Porque a palavra sábado significar cessar ou fazer uma pausa ou ainda celebrar o dia. Veja que este conceito está no texto: “seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o intervalo, é o dia de descanso, é o dia de celebração para o Senhor teu Deus”.

Veja que este dia “era um dia separado para o culto, para a alegria, contentamento e confraternização. Deus insistia no fato de que era o 'sábado do Senhor'” (idem). Os primeiros cristãos compreendiam isto perfeitamente. Passaram a chamar o Dia do Senhor aquele que nós chamamos de Domingo(Ap 1.10). Vejam que a ordem para santificar o Dia de Descanso permanece.

A nossa CFW afirma sobre isso: “Como faz parte da lei da natureza que, em geral, uma devida proporção de tempo seja separada para o culto divino, assim também, em sua Palavra, por uma ordenança positiva, moral e perpétua, preceito que obriga a todos os homens em todos as épocas, Deus designou particularmente um dia em sete para ser um sábado (descanso) santificado por Ele; desde o princípio do mundo, até a ressurreição de Cristo, esse dia foi o último da semana; e desde a ressurreição de Cristo foi substituído pelo primeiro dia da semana, dia que na Escritura é chamado de dia do Senhor, e que há de continuar até ao fim do mundo como o sábado cristão. "(XXI, § vii)

Rev. Gaspar de Souza. SDG

quinta-feira, 7 de maio de 2009

P. 57, 58: QUAL É O QUARTO MANDAMENTO e O QUE ELE EXIGE?

Resposta no post abaixo.

Iniciamos um comentário acerca do Quarto Mandamento. Porém, devido às controvérsias existentes em torno do Sábado, estamos nos alongando com uma exposição da Teologia Bíblica deste Mandamento. Não deixem de ler e comentar. O Senhor continue a abençoar-vos.
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O DESCANSO DIVINO II

O Dia de Descanso não surge com Moisés, mas com o próprio Deus já na Criação (Gn 2. 1 3). Lá nos diz que Deus descansou no sétimo dia de toda a obra que fizera. É claro que Deus, sendo Deus, por definição, não se cansa. É claro que isto é uma maneira coloquial do escritor falar. Sabe-se também que o fato de Deus ter descansado não quer dizer que Ele ficou imóvel ou tenha entregado a Criação à própria sorte. No sétimo dia, Deus cessou a obra da Criação; Ele “declarou sua obra finalizada [...] desfrutou o que era bom, perfeito e completo”(G. Van Groningen).
O descanso de Deus não implica em ociosidade, mas em completar a obra da Criação. Perceba que a relação foi de “seis dias para um”. Moisés, ao escrever estes capítulos de Gênesis, não ensina apenas que Deus é o Senhor da Criação, mas é também o Senhor (o Dono) do Tempo.
É importante observar como Deus classificou o Dia em que Ele cessou a Sua Criação: “e o abençoou e o santificou”(Gn 2.3). É exatamente isto que aparece no Quarto Mandamento. O Senhor ordena o descanso dos homens porque Ele, o Senhor Deus, “abençoou o dia de descanso, e o santificou”(Ex 20. 11). Isto já nos mostra que o Dia de Descanso não é uma opção para nós, mas um dever, é uma ordenança da criação de Deus. Por abençoar este dia, o Senhor nos ensina o quanto é do seu interesse que tenhamos comunhão com Ele. Ao descansar para o serviço cúltico neste dia, estamos de volta ao “Jardim do Éden” e estamos esperando por “aquele descanso” na Nova Terra (Hb 4. 11).
Quando o Senhor nos manda descansar neste Dia, Ele não nos fala de ócio, mas de atividade de culto. Sabemos que é neste dia o dia de Adoração Coletiva, daquilo que as Escrituras falam de “descanso solene”(Ex 31. 15; 35.2) ou o dia da “santa convocação”(Lv 23. 3). Este Dia não é um fardo, mas o dia para o “alívio do fardo”.
É interessante perceber que o Mandamento diz que “todos” deviam descansar no Dia de Descanso. É neste Dia que servos e senhores podem adorar a Deus conjuntamente; que pai, mãe e filhos podem se reunir em torno da adoração comum. É, sem dúvida, uma “santa convocação”. Continua.....
Rev. Gaspar de Souza. SDG

sexta-feira, 1 de maio de 2009

P. 57, 58: QUAL É O QUARTO MANDAMENTO e O QUE ELE EXIGE?


O quarto mandamento é: “Lembra-te de santificar o dia de Sábado. Trabalharás seis dias, e farás neles tudo o que tens para fazer. O sétimo dia, porém, é o sábado do Senhor teu Deus. Não farás nesse dia obra alguma, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o peregrino que vive das tuas portas para dentro. Porque o Senhor fez em seis dias os céus, a terra e o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia. Por isso o Senhor abençoou o dia sétimo e o santificou” e o mandamento exige que consagremos a Deus os tempos determinados em sua Palavra, particularmente um dia inteiro em cada sete, para ser um dia de santo descanso a ele dedicado”( Ex 20. 8-11; Lv 19.30; Dt 5.2-7; Is 56.2-7).


O DESCANSO DIVINO II

Este é o Mandamento mais controverso. Sábado ou Domingo? Por questão de espaço, dividiremos esta exposição em algumas partes. Primeiramente é preciso afirmar que o Quarto Mandamento é uma Lei Moral de Deus e, sendo assim, revela a vontade de Deus para o Homem. As falsas concepções acerca do “Dia de Descanso” têm servido para que a igreja do Senhor não mais veja este Dia como um dia de refrigério contra a “Tirania do Urgente”. É Nele que o Senhor nos ensina princípios da Mordomia do Tempo. O Senhor sabe que precisamos de um “Descanso” para, antes de tudo, cessarmos de nossas atividades corriqueiras e adorá-lo, ouvir a Sua voz, manter a comunhão com aqueles que também precisam deste descanso. Com este Mandamento, o Senhor quer nos aliviar de nossa exaustão física, emocional e espiritual. A tensão do dia a dia tende a nos afastar das atividades eclesiástica-coletivas e, conseqüentemente, não sobre tempo para Deus. O Quarto Mandamento fala do descanso de nossas atividades diárias e corriqueiras, para a adoração coletiva no dia escolhido por Deus para este serviço. Ainda dentro do contexto progressivo da Revelação, este Dia é uma recapitulação dos atos de Deus. Assim, o Quarto Mandamento nos fala de questão eterna, isto é, nos faz relembrar da Criação de Deus no Começo e aponta para a Consumação, onde haverá Descanso Eterno, como diz o Escritor aos Hebreus (4. 9). Desta forma, conclui-se que este Dia não pertence aos Homens, mas a Deus, sendo direito do Senhor ter este dia, e obrigação do homem o repousar nele. Mas o que vemos? Não é estranho que o Quarto Mandamento inicie com um “Lembra-te”? Até parece profético o fato de o Senhor incitar à lembrança, pois, por diversas vezes, Israel esqueceu os Sábados do Senhor, como registra dezenas de vezes o profeta Ezequiel (Cf. 20.13, 16). Continua.....

Rev. Gaspar de Souza. SDG


sexta-feira, 24 de abril de 2009

P. 56: QUAL É A RAZÃO ANEXA AO TERCEIRO MANDAMENTO?


Resposta: "A razão anexa ao terceiro mandamento é que, embora os transgressores deste mandamento escapem do castigo dos homens, o Senhor nosso Deus não os deixará escapar de seu justo juízo” ( Dt 28. 58,59).

DEDOS CRUZADOS II

Talvez nenhum recurso ilícito hoje seja mais usado do que a mentira. As palavras são escorregadias e, na medida do possível, enigmáticas. A “língua dobre” é a língua dos políticos, dos vendedores, dos alto comerciantes, do dia a dia. Infelizmente, também tem sido a língua de muitos Oficiais (Pastores, Presbíteros e Diáconos). Refiro-me, em particular, aos votos de ordenação. As Escrituras nos ensinam que um voto feito em nome e na presença de Deus não pode ser violado sem maiores consquências. Muitos Oficiais Presbiterianos são infieis com seus votos. Por exemplo, eles fizeram juramentos de assumirem “compromisso na reafirmação de sua crença nas Sagradas Escrituras como a Palavra de Deus e na lealadade à Confissão de Fé, aos catecismos e à Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil”. “Depois de conscientemente fazer-se um voto, uma promessa ou um compromisso com Deus ou tomá-lo por testemunha, não se há de alegar inocência como justificativa de desobediência. Deus não aceita tal alegação por ser infundada, mentirosa e hipócrita”. Ora, a quebra de votos feitos na presença de Deus demonstra claramente o desrespeito pela autoridade divina. Todos nós, Oficiais da IPB, fizemos votos diante da igreja do Senhor e do Senhor da Igreja que seríamos fiéis a Deus e a sua igreja. Ainda que não levemos à serio tudo isso, o Senhor Deus, porém, não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão. Oficiais que não aceitam as doutrinas pilares de nossa Fé Reformada não têm as condições de exercerem o ofício. Nós, Oficiais, devemos ser exemplos dos fiéis na palavra(1 Tm 4. 12). Infelizmente, pastores e outros oficiais estão jurando de “dedos cruzados” e muitos Conselhos e Concílios não estão cumprindo o papel de zelar na supervisão da sã doutrina. Pode parecer duro o que vou afirmar, mas tais violadores de seus votos, adotando posturas pentecostais, arminianas, pragmáticas, deixando de lado a sã pregação da Palavra de Deus, trocando-a por “coisas mais práticas”, negando a Doutrina que é conforme Cristo etc, não passam de infieis. Não são dignos de serem oficiais presbiterianos e nem mesmo pedirem que seus membros sejam submissos à igreja local, pois eles mesmos são insubmissos à IPB. Num silogismo simples, temos o seguinte:

1) Os Oficiais fazem votos de fidelidade à Escritura, adoção dos Símbolos de Fé e lealdade à Constituição da IPB;

2) A CI/IPB afirma que é dever dos membros da igreja local "obedecer as autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras"(art 14, d);

3) Estes Oficiais quebram seus votos, ultrapassando o "sim, sim; não, não"(Mt 5.37; Sl 50.14; Ec 5.4)

4) Estes Oficiais quebram os seus votos, não são leais ao capítulo 22 da Confissão de Fé da igreja - Dos Juramentos Legais e Votos", nem à Constituição da IPB.

5) O que os membros devem fazer? O que Jesus ensinou em Mt 23. O que eles disserem, e estiver de acordo com as Escrituras, façam; mas não os imitem, porque dizem e não fazem.

Tenho visto o que nossa amada igreja tem passado com pessoas como estas - uma igreja que faz da verdade materia de opinão pessoal. O Senhor não nos terá por inocente.

Rev. Gaspar de Souza. SDG

sexta-feira, 3 de abril de 2009

P. 55: QUE PROÍBE O TERCEIRO MANDAMENTO?


Resposta: O terceiro mandamento proíbe toda profanação ou abuso de quaisquer coisas por meio das quais Deus se faz conhecer”( Ml 2.2; Is 5.12).

DEDOS CRUZADOS

Segundo o Rev. Onézio Figueiredo, “Todas as instituições e ordenações divinas devem ser respeitadas por causa da santa procedência, da necessidade de suas existências, dos benefícios espirituais que geram ou possibilitam para os filhos eleitos do Pai. Tomam o nome de Deus em vão e o profanam aqueles que tratam com desrespeito, recebem com leviandade e infidelidade os sacramentos e demais ordenanças do Redentor como, por exemplo: O batismo, a Santa Ceia, os mandamentos, as Escrituras, a oração, o culto, o matrimônio, quando realizado pela ou perante a Igreja de Cristo. O descumprimento das promessas ou compromissos no ato do casamento, visando a sua efetivação em nome de Deus, representa claríssima e evidente quebra do terceiro mandamento. A negação vivencial, consciente ou não, da palavra empenhada pelo confessante na pública profissão de fé, mediante a qual a Igreja lhe ministra o batismo ou admite-o na comunhão da comunidade eclesial é, sem a menor dúvida, profanação da ordenança divina estabelecida no terceiro mandamento. O membro da comunidade eclesial, por outro lado, que corrompe a família ou profana a Igreja, nobilíssimas instituições divinas, toma o nome do Senhor seu Deus em vão”.

O caráter sagrado destas duas instituições é frequentemente quebrados. Na Igreja ou Família os votos são quebrados, as juras não cumpridas, a secularização é propagada. Não se poderá alterar uma Lei e esperar que funcione do mesmo jeito. O propósito porque Deus nos deu este mandamento é, entre outras coisas, primar pela Igreja e pela Família. Aí, as ordens divinas são semelhantes. A comunhão e renúncia são exigidos. O nome de Deus é invocado.

Rev. Gaspar de Souza. SDG

quarta-feira, 25 de março de 2009

P. 53, 54: QUAL É O TERCEIRO MANDAMENTO E O QUE ELE EXIGE?


O terceiro mandamento é: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus”( Ex 20. 7). O terceiro mandamento exige o santo e reverente uso dos nomes(Sl 29.2), títulos e atributos( Ap 15. 3, 4), ordenanças( Ml 1. 14), palavras ( Sl 138. 2) e obras de Deus”( Sl 107. 21, 22).

CATECISMO DE CATECISMO
Seguiremos hoje o método de expor a pergunta do BCW com outras perguntas. Assim, facilitará a compreensão do assunto.

1) O que ser quer dizer com “o nome do Senhor teu Deus”?
R - quer dizer toda e qualquer maneira em que Deus se faz conhecer (HORN)

2) Como pode o Nome de Deus significar a auto-revelação de Deus?
R - Em hebraico o home de Deus significa muita mais do que a palavra Deus. É quase sempre usado para expressar o caráter e a essência de Deus. Isto quer dizer que em “o nome” está incluído todas as maneiras da revelação de Deus, incluindo o culto ordenado por Ele, os sacramentos, a oração, juramento, votos etc. que Ele ordenou para serem conservados íntegros e puros.

3) Qual a diferença entre os títulos e os nomes de Deus?
R - Os nomes de Deus apresentam a Deus como Ele é para si mesmo; seus títulos o apresentam como Ele é para os outros.(FLAVEL)

4) Que tipos de ordenança Deus nos deu?
R - O Senhor nos ordenou a leitura, pregação e ouvir a Sua palavra; a administração da Ceia e do Batismo; a Oração e o Louvor; o jejum e ações de graças.

5) Como nossa vida diária é afetada pela nossa atitude para com o nome de Deus?
R - a nossa atitude de reverência para com a auto-revelação de Deus deve encontrar a sua expressão ‘mediante uma santa profissão da fé e um viver digno’, isto é, numa profissão pública da verdadeira religião que substancie o ‘nome’ ou a auto-revelação de Deus, e num viver diário consistente com a nossa profissão de fé. A real reverência ao nome de Deus exige uma profissão de fé verdadeira e uma caminhada consistente e piedosa.(VOS, p. 356)

Rev. Gaspar de Souza. SDG

quarta-feira, 18 de março de 2009

P. 52: QUAIS SÃO AS RAZÕES ANEXAS AO SEGUNDO MANDAMENTO?

As razões anexas ao segundo mandamento são a soberania de Deus sobre nós(Sl 95. 2,3), a sua propriedade em nós (Sl 45. 11) e o zelo que ele tem pelo seu próprio culto”(Ex 34. 14).

O DEUS ZELOSO

Algumas pessoas se escandalizam quando é afirmado que Deus tem ciúmes. Nossas bíblias suavizam o termo hebraico qanah. A palavra “ciúme” ou “zelo” está vinculada à proteção da própria honra. O Ciúme de Deus “significa que ele não tolerará nenhum outro deus”. Neste texto, a palavra “zelo” ou “ciúme” é usada apenas para Deus e apenas no contexto de idolatria. Ela é originada do verbo “adquirir” ou “possuir”. O significado principal, portanto, é de “preservar os direitos pessoais à custa da exclusão de outros”. Quando Deus mostra-se ciumento, isto tem relação com “sua santidade, sua singularidade, sua inacessibilidade, sua afirmação pessoal”. Por fim, “ciúme é a intolerância de rivais”. Quando “ciúme” é usado para Deus, denota o seguinte:

(1) Que ele requer devoção exclusiva (Exod 34.14; Deut 4.24; 5.9; 6.15);

(2) Que sua ira é dirigida contra todos que se opõe a Ele (Num 25.11; Deut 29.20; Ps 79.5; Ez 5.13; 16.38, 42; 25.11; Sf 1.18) e;

(3) Que Ele defene o que é Seu, o Se Povo (2Rs 19.31; Isa 9.7; 37.32; Joel 2.18; Zc 1.14; 8:2).

Este é o motivo porque a idolatria é, nas Escrituras, descrita com um terrível pecado. Ora, Deus nos dá a razão por que proíbe a falsa adoração: porque na falsa adoração trazemos rivais para Deus ou dizemos a Deus que não lhe pertencemos. Daí o fato de Deus considerar a Idolatria uma Prostituição. A figura evocada aqui no texto é a do marido para a esposa: “Eu sou o Senhor, teu Deus”.

O Segundo Mandamento, portanto, é o Princípio Regulador do Culto a Deus. Sem ele, ou na não observância do Segundo Mandamento, incorremos numa adoração falsa. O Senhor nos mostra-Se zeloso com o Culto prestado a Ele. Enquanto Ele, o Senhor, nos mostra o preceito para adoração aceitável por Ele (vv. 4, 5a); também nos mostras as sérias penalidades (vv. 5b, 6). Entre uma e outra, Ele nos mostra a razão por que exige obediência ao Segundo Mandamento: “porque eu, o Senhor teu, sou Deus ciumento, zeloso”.

Desta forma, a intenção do Senhor em dar este Segundo Mandamento é dizer-nos que o Culto pertence a Ele e que apenas Ele tem a prerrogativa de dizer como quer ser adorado. Este Mandamento nos protege o Formalismo morto bem como das invenções humanas no culto. Neste caso nos preserva de cultuarmos falsamente, segundo nossos desejos; naquele caso nos preserva de sermos ritualistas. O Mandamento nos leva a refletir sobre a Grandeza do Adorado e atividade do adorador, que é dar toda glória a Deus.

Rev. Gaspar de Souza. SDG